Terça-feira, 1 de Março de 2011

devaneios de segunda feira


entende-se como uma evolução natural da sociedade, ou auto-regulação do seu modo, como a dependência e extrapolação directa do dinamismo essencial e endógeno da sua psyche colectiva a partir da psyche ela mesma anterior e apriori da formulação dos valores. A organização social é um acidente ou suficiência decorrente da necessidade ela mesma, de o ser humano se constituir em primeiro lugar nos recantos recessos da sua herança animal.
seguindo uma atenção mais pragmática do que puramente essencial, a sociedade produz-se quase irracionalmente num corpo que precisa dessa manifestação de si, como prova da vitória sobre a animalidade. A construcção disto é natural na medida em que pretendendo derrotar ao mesmo tempo que efectiva, se tornou a factualidade mediata por outros e mais instintivos poderes que se regojizam no falso da questão - a única forma da apresentação real se multiplicar e permitir a inclusão de mais do que um.

a formulação natural da sociedade respeita, e opera, em função da natureza ou suficiente da matéria orgânica e colectiva se aproximar de uma estética visível e atreita a macacos loucos e aves do paraiso, uma instintividade perversa que simplifica tudo o resto em pormenores supérfluos ou dadores de sentido, que têm o seu decalque directo ou menos directo no ajuntamento abusivo e esquizofrénico e no urbanismo anguloso e tangente de que se veste a máscara fidedigna das identidades, sem saberem bem porquê.

a irracionalidade chega a um ponto onde se torna exequível, ou se assemelha a uma forma organizada.

como se administram em paradigmas de inocuidade transcendental, os planos sociais são os meros esqueletos de um plano onde a própria natureza está além dos valores, onde são quase automáticas essas manifestações de hipocrisia lida em facto e expressa num modo de organização sujeita e masoquista, empurrada pelos pés dos donos de mercearia, um aposteriori directo na sua simplicidade e pouco permissivo no seu âmbito, estranhamente submisso a um que virá depois em braçadas por onde os adivinhos não andam, mandam no futuro acentuar em cortejo de animais escondidos, mais de cem por cento.

Depois virá a vida, nisto que vive do que si produz, o sentido mesmo desse posteriori que segurou a colher de sopa para se pentear, bem-comportado que até consegue o que se vai oferecer em análise concreta, uma noite feita de branco...

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