
Àquilo que nos convém aprovar ou designar, nunca se formará o essencial e subterrâneo mas o patético e freudiano esgar pífio de uma primavera estuprada por estereótipos e vilipendiada por bandidos fardados de roupa barata. as flores da primavera somente poderão ser colhidas num único acto,
uma meia enfiada numa mão de algo sagrado,posta a ventrilocar umas anedotas ou mudas, ou chilreadas.
MENTIRA ÚTIL
enquanto as essências divinas escorrem abjectamente subjectivas apenas em predicados de cabeleiras brancas onde se aninham pássaros esquálidos, sem rigor
essas andorinhas sebentas que nos mostraram a beleza agnóstica, puramente escondida nos baús por entre cabelos brancos e caspa, equivalendo a inalcançada, longe, arredada, mesmo dolorosa
O ESPLÊNDIDO INFERNO DA MENTE
nossos cabelos de velho e nossa morte de bengala asada entre gritos de pedidos para facilitar uma papinha mastigada
Oh! Como estes pássaros nos abandonam vincando em seus bicos para as dimensões da diferença, os desejos dos quais são uma parcela ainda livre de juventude eterna
invejamo-los pois são os reflexos queridos de quando jogávamos à bola no jardim da escola
e lhes temos ódio por nos recordarem que uns cadáveres tiveram asas.
